30 outubro 2005

Apê no 11º Andar

Chego da rua portando uma sacola dentro da qual havia um presente, um DVD cuidadosamente escolhido, para um aniversário de uma amiga.
Aliás, aniversário esse que começou de forma engraçada. A aniversariante me liga e com uma daquelas ligações de celular na qual se ouve a metade das palavras e se adivinha o resto, me convida para sua festa surpresa de aniversário.
Claro que confirmei minha presença e no dia da festa arranjei um tempo para comprar o tal DVD.
A caminho da festa, resolvi parar na casa dos meus pais. Coisa rápida, descompromissada, a habitual visita de todo sábado.
Lá chegando, encontro minha mãe saindo. Então, foi aquele “Oi, mãe”, “Tchau, mãe”. Ela sai e resolvo verificar meus emails antes de ir para a festa surpresa estrategicamente agendada para às 20 horas.
Enquanto lia os emails, meu pai entra em casa, fala comigo rapidamente e sai logo em seguida.
Olho pro relógio e percebo que já estou um pouco atrasado e resolvo, então, partir.
Cuidadosamente recolho minha carteira e o presente e me dirijo à porta da frente. Num impulso, enfio a mão no bolso em busca da chave e descubro, para minha surpresa, que aquele chaveirinho azul não estava entre os pertences em meu bolso.
Que fazer?
Ahhhhh... vamos ligar para o celular deles.
Primeiro, o celular do pai. Toca, toca, toca, e nada... de repente uma voz feminina informa que o serviço está indisponível por algum tempo e pede para tentar posteriormente.
Odeio esses celulares...
Então penso, vou ligar pro celular da minha mãe. Disco o número... Chama uma vez e ouço o telefone tocando no quarto. Incrédulo, corro lá pra ver o que os meus ouvidos já tinham confirmado. Ela saiu sem o celular.
Bem, o que fazer?
Vamos pra internet passar o tempo até que alguém chegue em casa pra me libertar de minha prisão. No 11º andar, sem poder sair e perdendo uma festa surpresa.
20:30h.
Converso com um amigo no MSN.
21:05h.
21:25h.
O tempo não passa.
22:00h.
Desisto do aniversário.
22:30h. Será que dá pra sair pela varanda? No 11º andar... acho que não vai dar. Mas juro que fui lá fora pra ver se tinha alguma possibilidade, por mais que meu cérebro me dissesse que eu tava ficando louco.
23:00h.
23:20h.
23:35h..... Ouço aquela chave tetra rodando na trava da porta.
Eles chegaram... ufaaa!
Saí de lá correndo. Não agüentava mais aquela prisão.
Mas aniversário que é bom... nem fui!

Seria cômico se não fosse a mais pura verdade...

Um comentário:

Eduardo bernardino disse...

Cara, morri de rir com essa tua história... Definitivamente aquele não era o seu dia (risos)